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segunda-feira, 11 de julho de 2016


                 "Às vezes, quando tudo dá errado é justamente quando conseguimos enxergar o certo."

domingo, 10 de julho de 2016

Contigo ...


Contigo


Yo no quiero un amor civilizado,
Con recibos y escena del sofá;
Yo no quiero que viajes al pasado
Y vuelvas del mercado
Con ganas de llorar.

Yo no quiero vecínas con pucheros;
Yo no quiero sembrar ni compartir;
Yo no quiero catorce de febrero
Ni cumpleaños feliz.

Yo no quiero cargar con tus maletas;
Yo no quiero que elijas mi champú;
Yo no quiero mudarme de planeta,
Cortarme la coleta,
Brindar a tu salud.

Yo no quiero domingos por la tarde;
Yo no quiero columpio en el jardin;
Lo que yo quiero, corazón cobarde,
Es que mueras por mí.

Y morirme contigo si te matas
Y matarme contigo si te mueres
Porque el amor cuando no muere mata
Porque amores que matan nunca mueren.

Yo no quiero juntar para mañana,
No me pidas llegar a fin de mes;
Yo no quiero comerme una manzana
Dos veces por semana
Sin ganas de comer.

Yo no quiero calor de invernadero;
Yo no quiero besar tu cicatriz;
Yo no quiero parís con aguacero
Ni venecia sin tí.

No me esperes a las doce en el juzgado;
No me digas volvamos a empezar;
Yo no quiero ni libre ni ocupado,
Ni carne ni pecado,
Ni orgullo ni piedad.

Yo no quiero saber por qué lo hiciste;
Yo no quiero contigo ni sin ti;
Lo que yo quiero, muchacha de ojos tristes,
Es que mueras por mí.

Y morirme contigo si te matas
Y matarme contigo si te mueres
Porque el amor cuando no muere mata
Porque amores que matan nunca mueren

Contigo


Eu não quero um amor civilizado,
Com recibos e a "cena do sofá";
Eu não quero que se lembre do passado
E as voltas do mercado
Com vontade de chorar.


Eu não quero vizinhos com panelas;
Eu não quero plantas nem partes;
Eu não quero 14 de fevereiro
Nem feliz aniversário.


Eu não quero carregar as suas malas;
eu não quero que use meu shampoo;
Eu não quero mudar-me de planeta,
Cortar a fila,
Brindar à sua saúde.


 
Eu não quero as tarde de domingo;
Eu não quero a balança no jardim;
O que eu quero, coração covarde,
é que morra por mim.


E morrer contigo se você matar,
E me matar contigo se você morrer
Porque o amor, quando não morre, mata.
porque amores que matam nunca morrem.


Eu não quero esperar pela manhã,
Não me pergunte se vou vir no vim do mês;
Eu não quero comer uma maçã
duas vezes por semana
Sem vontade de comer.


Eu no quero calor do efeito estufa,
u não quero beijar sua cicatriz
Eu não quero chuva em Paris,
Nem Veneza sem ti.


Não me espere meio-dia no julgamento,
Não me diga : vamos começar.
Eu não quero nem livre nem ocupado
Nem puro nem pecado
Nem orgulho nem piedade.


Eu não quero saber porque fez isto
Eu não quero com ou sem você.
O que eu quero, menina de olhos tristes,
É que morra por mim.


E morrer contigo se você matar,
E me matar contigo se você morrer
Porque o amor, quando não morre, mata.
porque amores que matam nunca morrem.




sábado, 9 de julho de 2016

O Beijo...

 
E mesmo que teu beijo
Me doesse
Me torturasse
Me envenenasse
Me deixasse doente
Plantando a descrença
Sentenciando a morte da Fé
E mesmo que teu beijo
Me ferisse
Me condenasse
Me fizesse pecadora
Me fizesse criminosa
Se eu te beijasse e, nessa angústia imensa
Fosse ficando roxa de uma face
E mesmo que teu beijo
Me deixassem feridas
Me deixassem lábios sangrantes
- por toda a vida –
E eu sucumbisse
Tombando e definhando sobre o pó
Tu serias o algoz da minha vida!
E ainda assim eu te acolheria docemente
E pediria em troca, quase em insana súplica
Um beijo.
Um só.
E nesse encontro de bocas e línguas dançarinas
Te sentindo te bebendo te sorvendo
Me tomando me invadindo me engolindo
Levando o frescor do último suspiro
Eu deixaria de existir.
Feliz!
E pronta para te beijar de novo...
De novo...
De novo...
De novo...
(( §ënhørïtäV.))






  



quinta-feira, 25 de junho de 2015

O Céu Fica Mais Alegre e Nós Mais Órfãos...


 
O Rio Grande amanheceu cinza(apesar do sol) e muitíssimo triste hoje. Fez a passagem esta madrugada o adorável Antônio Augusto da Silva Fagundes, carinhosamente chamado de Tio Nico. Vou fazer uso sempre do plural porque duvido que haja alguém neste Estado que não o adorasse ou pelo menos simpatizasse reconhecendo seu valor.

 Tio Nico era Advogado, Historiador, Compositor, Músico, Ator, Apresentador de Tv e o que ele mais gostava e justamente o que a maioria menos sabia: era Poeta! E que poeta! É respeitado como autoridade em folclore gaúcho, História do Rio Grande do Sul, antropologia, religiões afro-gaúchas, indumentária do Rio Grande, cozinha gauchesca e danças folclóricas.Além disso, sempre deu a devida importância à dupla ligação da cultura gaúcha com o outro Brasil e com os países do Prata. Tornou-se, assim, com o tempo e apoiado em uma biblioteca preciosa, um estudioso sério, respeitado e aclamado no Rio Grande do Sul, no Uruguai e na Argentina, conferencista bilíngue e autor de inúmeras obras de consulta obrigatória para estudiosos na área.

Pegam muito no nosso pé, às vezes com críticas e colocações bem pesadas referentes a esse tema de “separatismo”.... ahh o Rio Grande se acha melhor que os outros e quer viver isolado, quer ser uma país autônomo. Genteeeeeeeee, realizem, pensem, por favor! Isso é algo que vem desde a época do guaraná de rolha, desde antes de inventarem a roda e vamos morrer todos e essa discussão vai persistir, ou seja, deixe que cada um tenha sua opinião – sim, opinião -  porque isso não passa de opinião. Qualquer pessoa com o mínimo de inteligência, QI acima de dois dígitos e bom senso sabe que isso nunca vai rolar.

 Só citei isso para chegar no ponto principal: um dos símbolos do Rio Grande, Nico Fagundes, pensava assim. Foi Tio Nico que incorporou aqui no Rio Grande a expressão que perdura até os dias de hoje “gaúchos e GAÚCHAS de todas as querências”, para ele nós somos todos iguais. Também pegam no nosso pé e fazem trollagem porque cantamos o Hino Riograndense com orgulho. Pois bem, existe uma ordem para Hinos: Hino Riograndense, Canto Alegretense e Hino Brasileiro. Aí vocês se perguntam: mas que raios é Canto Alegretense? É nosso segundo Hino, escrito por Tio Nico e seu irmão Ernesto “Bagre” Fagundes. Não há um só gaúcho nessa terra que não saiba cantá-lo. E mais uma prova de que para Tio Nico somos um povo só, o refrão começa com “Ouve o canto gauchesco e BRASILEIRO”.


 Os Fagundes vão seguir, Bagre, Neto, Ernesto agora sem Tio Nico, mas sempre seguindo seu legado que é imenso; identificados com o Lenço Branco no pescoço. É lógico que ninguém dos Fagundes lerá isso aqui, talvez um gaúcho ou outro, mas eu não podia deixar passar em branco a perda desta pessoa que tanto nos ensinou, inspirou e principalmente encheu o peito de orgulho de ser gaúcho! Deixo meus sentimentos a família Fagundes e ao Tio Nico que seja recebido no plano espiritual com paz, serenidade, muita luz e amor já que foi isso que ele plantou enquanto esteve aqui conosco neste plano terrestre. E para quem não tiver entendido bulhufas disso aqui ou achado uma estupidez postar algo do gênero nesse blog – que é meu diga-se de passagem – eu pergunto: vocês conseguem imaginar a Bahia sem Caetano, Gil, Bethânia? Imaginar o Rio de Janeiro sem Tom, Vinícius, Noel ou Cartola? Pois é, talvez agora faça um pouco mais de sentido. Deixarei um vídeo com o Canto Alegretense, a letra da música e uma imagem dessa criatura tão especial que foi/é Tio Nico Fagundes.
 

04/11/1934  24/06/2015
 
 
CANTO ALEGRETENSE
(Letra de Antônio “Nico” Augusto Fagundes e música de Euclides “Bragre” Fagundes)
Não me perguntes onde fica o Alegrete
Segue o rumo do teu próprio coração
Cruzarás pela estrada algum ginete
E ouvirás toque de gaita e de violão.
Pra quem chega de Rosário ao fim da tarde
ou quem vem de Uruguaiana de manhã,
tem o sol como uma brasa que ainda arde
Mergulhado no rio Ibirapuitã.
Estribilho:
Ouve o canto gauchesco e brasileiro,
Desta terra que eu amei desde guri;
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro,
Pedra moura das quebradas do Inhanduí.
E na hora derradeira que eu mereça,
Ver o sol alegretense entardecer,
Como os potros vou virar minha cabeça,
Para os pagos no momento de morrer.
E nos olhos vou levar o encantamento,
desta terra que eu amei com devoção.
Cada verso que eu componho é o pagamento,
De uma dívida de amor e gratidão.