Isso é pra te levar no ilê Pra te lembrar do badauê Pra te lembrar de lá Isso é pra te levar no meu terreiro Pra te levar no candomblé Pra te levar no altar
Isso é pra te levar na fé Deus é brasileiro Muito obrigado axé Ilumina o mirin orumilá Na estrada que vem a cota É um malê é um maleme Quem tem santo é quem entende
Quanto mais pra quem tem ogum Missão e paz Quanto mais pra quem tem ideais e Os orixás Joga as armas prá lá Joga, joga as armas pra lá Joga as armas pra lá Faz a festa
Joga as armas prá lá Joga, joga as armas pra lá Joga as armas pra lá Faz um samba
Joga as armas prá lá Joga, joga as armas pra lá Joga as armas pra lá Traz a orquestra
Joga as armas prá lá Joga, joga as armas pra lá Joga as armas pra lá Faz a festa
A vida é pra quem sabe viver Procure aprender a arte Pra quando apanhar não se abater Ganhar e perder faz parte
Levante a cabeça, amigo A vida não é tão ruim No mundo a gente perde Mas nem sempre o jogo é assim Pra tudo tem um jeito E se não teve jeito Ainda não chegou ao fim
Mantenha a fé na crença Se a ciência não curar Pois se não tem remédio Então remediado está Não é um perdedor Quem sabe a dor de uma derrota enfrentar E a quem Deus prometeu, jamais faltou Na hora certa o bom Deus dará
Deus é maior! Maior é Deus Quem tá com Ele Nunca está só O que seria do mundo sem Ele?
Chega de chorar Você já sofreu demais, agora chega Chega de achar que tudo se acabou Pode a dor uma noite durar Mas um novo dia sempre vai raiar E quando menos esperar, clareou.
São essas coincidências (?) tristes da vida na morte que me fazem cada vez mais não acreditar em coincidências e que nada, absolutamente nada, acontece por acaso nessa vida.
Há 41 anos atrás morria em Memphis Elvis Presley, o Rei do Rock e nesse mesmo dia hoje morre Aretha Franklin, a Rainha do Soul... Diva Eterna nascida em Memphis.
A cada dia a música fica mais pobre, mais triste e cinza. O meu consolo - se é que pode haver algum e eu rezo que haja - é que gerações como a minha e principalmente essas mais novas tenham o interesse e incentivo de conhecer e apreciar todo o legado riquíssimo que artistas como estes nos deixaram. Porque enquanto alguém ainda ouvir Elvis e Aretha, entre outros do mesmo quilate, haverá esperança para a música.
I Say a Little Prayer
(I say a little pray for you) The moment I wake up Before I put on my makeup (make up) I say a little pray for you While combing my hair now And wondering what dress to wear now I say a little prayer for you
Forever, and ever, you'll stay in my heart And I will love you Forever, and ever, we never will part Oh, how I love you Together, forever, that's how it must be To live without you Would only meen heartbreak for me
I run for the bus, dear While riding I think of us, dear (us, dear) I say a little prayer for you At work, I just take time And all through my coffee break-time I say a little prayer for you
Forever, and ever, you'll stay in my heart And I will love you Forever, and ever we never will part Oh, how I'll love you Together, forever, that's how it must be To live without you Would only mean heartbreak for me
Nobody would be
Forever, and ever, you'll stay in my heart And I will love you Forever, and ever we never will part Oh, how I'll love you Together, forever, that's how it must be To live without you Would only mean heartbreak for me
My darling, believe me (believe me) For me, there is no one but you! Please, love me too And I'm in love with you (answer my pray) Answer my prayer, babe (answer my pray) Say you love me too (answer my pray) Answer my pray, babe (answer my pray)
Forever, and ever, you'll stay in my heart And I will love you Forever, and ever we never will part Oh, how I'll love you Together, forever, that's how it must be To live without you Would only mean heartbreak for me
My darling believe me (believe me) For me there is no one but you! Please, love me too Answer my pray Answer my pray now, babe Answer my pray Answer my pray now, babe I'm in love with you Answer my pray Answer my pray now, babe
Traduzindo...
Eu Faço Uma Pequena Oração
(Eu faço uma pequena oração) No momento em que eu acordo Antes de eu me maquiar (maquiar) Eu faço uma pequena oração pra você Enquanto eu penteio meu cabelo, agora E penso no vestido que usar, agora Eu faço uma pequena oração pra você
Pra sempre e sempre, você ficará no meu coração E eu te amarei Para sempre e sempre, nós nunca nos separaremos Oh, como eu te amo Juntos, pra sempre, é como tem que ser Viver sem você Só partiria meu coração
E corro pro ônibus, querido Enquanto ando, penso em nós, querido (nós, querido) Eu faço uma pequena oração pra você No trabalho, eu apenas faço hora E durante a minha parada pro café Eu faço uma pequena oração pra você
Pra sempre e sempre, você ficará no meu coração E eu te amarei Para sempre e sempre, nós nunca nos separaremos Oh, como eu te amo Juntos, pra sempre, é como tem que ser Viver sem você Só partiria meu coração
Ninguém será como
Pra sempre e sempre, você ficará no meu coração E eu te amarei Para sempre e sempre, nós nunca nos separaremos Oh, como eu te amo Juntos, pra sempre, é como tem que ser Viver sem você Só partiria meu coração
Meu querido, acredite em mim (acredite em mim) Pra mim, não há mais ninguém além de você Por favor, me ame também E estou apaixonada por você (responda minha oração) Responda minha oração, amor (responda minha oração) Diga que me ama também (responda minha oração) Responda minha oração, amor (responda minha oração)
Para sempre, e sempre, você ficará no meu coração E eu vou te amar Para sempre e jamais nos separar Ah, como eu vou te amar Juntos, para sempre, é assim que deve ser Para viver sem você Apenas significaria magoas para mim
Meu querido acredite em mim (acredite) Para mim não há ninguém além de você! Por favor, me ame também Responda minha oração Responda minha oração agora, amor Responda minha oração Responda minha oração agora, amor Eu estou apaixonado por você Responda minha oração Responda minha oração agora, amor.
Não mexe comigo, que eu não ando só Eu não ando só, que eu não ando só Não mexe não! Não mexe comigo, que eu não ando só Eu não ando só, que eu não ando só Eu tenho Zumbi, Besouro, o chefe dos tupis Sou Tupinambá, tenho os erês, caboclo boiadeiro Mãos de cura, morubichabas, cocares Zarabatanas, curares, flechas e altares
A velocidade da luz, o escuro da mata escura O breu, o silêncio, a espera Eu tenho Jesus, Maria e José Todos os pajés em minha companhia O menino Deus brinca e dorme nos meus sonhos O poeta me contou
Não mexe comigo, que eu não ando só Eu não ando só, que eu não ando só Não mexe não! Não mexe comigo, que eu não ando só Eu não ando só, eu não ando só
Não misturo, não me dobro A rainha do mar anda de mãos dadas comigo Me ensina o baile das ondas e canta, canta, canta pra mim É do ouro de Oxum que é feita a armadura que cobre meu corpo Garante meu sangue, minha garganta O veneno do mal não acha passagem E em meu coração, Maria acende sua luz e me aponta o caminho
Me sumo no vento, cavalgo no raio de Iansã Giro o mundo, viro, reviro Tô no recôncavo, tô em fez Voo entre as estrelas, brinco de ser uma Traço o cruzeiro do sul com a tocha da fogueira de João menino Rezo com as três Marias, vou além Me recolho no esplendor das nebulosas, descanso nos vales, montanhas Durmo na forja de Ogum, mergulho no calor da lava dos vulcões Corpo vivo de Xangô
Não ando no breu, nem ando na treva Não ando no breu, nem ando na treva É por onde eu vou que o santo me leva É por onde eu vou que o santo me leva
Não ando no breu, nem ando na treva Não ando no breu, nem ando na treva É por onde eu vou que o santo me leva É por onde eu vou que o santo me leva
Medo não me alcança No deserto me acho, faço cobra morder o rabo, escorpião virar pirilampo Meus pés recebem bálsamos, unguentos suaves das mãos de Maria Irmã de Marta e Lázaro, no oásis de Bethânia Pensou que eu ando só? Atente ao tempo! Não começa, nem termina, é nunca, é sempre É tempo de reparar na balança de nobre cobre que o rei equilibra Fulmina o injusto, deixa nua a justiça
Eu não provo do teu fel, eu não piso no teu chão E pra onde você for, não leva o meu nome não E pra onde você for, não leva o meu nome não
Eu não provo do teu fel, eu não piso no teu chão E pra onde você for, não leva o meu nome não E pra onde você for, não leva o meu nome não
Onde vai, valente? Você secou, seus olhos insones secaram Não veem brotar a relva que cresce livre e verde longe da tua cegueira Seus ouvidos se fecharam a qualquer música, a qualquer som Nem o bem, nem o mal pensam em ti, ninguém te escolhe
Você pisa na terra, mas não a sente, apenas pisa Apenas vaga sobre o planeta, e já nem ouve as teclas do teu piano Você está tão mirrado que nem o diabo te ambiciona, não tem alma Você é o oco, do oco, do oco, do sem fim do mundo
O que é teu já tá guardado Não sou eu quem vou lhe dar Não sou eu quem vou lhe dar Não sou eu quem vou lhe dar
O que é teu já tá guardado Não sou eu quem vou lhe dar Não sou eu quem vou lhe dar Não sou eu quem vou lhe dar
Eu posso engolir você, só pra cuspir depois Minha fome é matéria que você não alcança Desde o leite do peito de minha mãe Até o sem fim dos versos, versos, versos Que brotam do poeta em toda poesia Sob a luz da lua que deita na palma da inspiração de Caymmi
Se choro, quando choro, e minha lágrima cai É pra regar o capim que alimenta a vida Chorando eu refaço as nascentes que você secou Se desejo, o meu desejo faz subir marés de sal e sortilégio Vivo de cara pra o vento na chuva, e quero me molhar O terço de Fátima e o cordão de Gandhi cruzam o meu peito Sou como a haste fina, que qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta Não mexe comigo, que eu não ando só Eu não ando só, que eu não ando só Não mexe não! Não mexe comigo, que eu não ando só Eu não ando só, que eu não ando só.
(( Maria Bethânia - Carta de Amor /Não mexe comigo ))
Transmuta e Transcende... simples assim. (( postado com delay... referente a madrugada de 07/09 ))
Ela vai mudar Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou Vai ficar feliz de ver que ele também mudou Pelo jeito não descarta uma nova paixão Mas espera que ele ligue a qualquer hora Para conversar Perguntar se é tarde pra ligar Dizer que pensou nela Estava com saudade Mesmo sem ter esquecido que É sempre amor, mesmo que acabe Com ela e aonde quer que esteja É sempre amor, mesmo que mude É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Ele vai mudar Escolher um jeito novo de dizer "alô" Vai ter medo de que um dia ela vá mudar Que aprenda a esquecer sua velha paixão Mas evita ir até o telefone Para conversar Pois é muito tarde pra ligar Tem pensado nela Estava com saudade Mesmo sem ter esquecido que É sempre amor, mesmo que acabe Com ele e aonde quer que esteja É sempre amor, mesmo que mude É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Para conversar Nunca é muito tarde pra ligar Ele pensa nela Ela tem saudade Mesmo sem ter esquecido que É sempre amor, mesmo que acabe Com ele e aonde quer que esteja É sempre amor, mesmo que mude É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou...
O Rio Grande
amanheceu cinza(apesar do sol) e muitíssimo triste hoje. Fez a passagem esta
madrugada o adorável Antônio Augusto da Silva Fagundes, carinhosamente chamado
de Tio Nico. Vou fazer uso sempre do plural porque duvido que haja alguém neste
Estado que não o adorasse ou pelo menos simpatizasse reconhecendo seu valor.
Tio Nico era Advogado, Historiador,
Compositor, Músico, Ator, Apresentador de Tv e o que ele mais gostava e justamente
o que a maioria menos sabia: era Poeta! E que poeta! É respeitado como autoridade em folclore
gaúcho, História do Rio Grande do Sul, antropologia, religiões afro-gaúchas, indumentária
do Rio Grande, cozinha gauchesca e danças folclóricas.Além disso, sempre deu a
devida importância à dupla ligação da cultura gaúcha com o outro Brasil e com
os países do Prata. Tornou-se, assim, com o tempo e apoiado em uma biblioteca
preciosa, um estudioso sério, respeitado e aclamado no Rio Grande do Sul, no Uruguai
e na Argentina, conferencista bilíngue e autor de inúmeras obras de consulta
obrigatória para estudiosos na área.
Pegam muito no nosso pé, às vezes com críticas e colocações bem pesadas
referentes a esse tema de “separatismo”.... ahh o Rio Grande se acha melhor que
os outros e quer viver isolado, quer ser uma país autônomo. Genteeeeeeeee,
realizem, pensem, por favor! Isso é algo que vem desde a época do guaraná de
rolha, desde antes de inventarem a roda e vamos morrer todos e essa discussão
vai persistir, ou seja, deixe que cada um tenha sua opinião – sim, opinião
-porque isso não passa de opinião.
Qualquer pessoa com o mínimo de inteligência, QI acima de dois dígitos e bom
senso sabe que isso nunca vai rolar.
Só citei isso para chegar no ponto
principal: um dos símbolos do Rio Grande, Nico Fagundes, pensava assim. Foi Tio
Nico que incorporou aqui no Rio Grande a expressão que perdura até os dias de
hoje “gaúchos e GAÚCHAS de todas as querências”, para ele nós somos todos
iguais. Também pegam no nosso pé e fazem trollagem porque cantamos o Hino
Riograndense com orgulho. Pois bem, existe uma ordem para Hinos: Hino
Riograndense, Canto Alegretense e Hino Brasileiro. Aí vocês se perguntam: mas
que raios é Canto Alegretense? É nosso segundo Hino, escrito por Tio Nico e seu
irmão Ernesto “Bagre” Fagundes. Não há um só gaúcho nessa terra que não saiba cantá-lo.
E mais uma prova de que para Tio Nico somos um povo só, o refrão começa com “Ouve
o canto gauchesco e BRASILEIRO”.
Os Fagundes vão seguir, Bagre, Neto,
Ernesto agora sem Tio Nico, mas sempre seguindo seu legado que é imenso;
identificados com o Lenço Branco no pescoço. É lógico que ninguém dos Fagundes
lerá isso aqui, talvez um gaúcho ou outro, mas eu não podia deixar passar em
branco a perda desta pessoa que tanto nos ensinou, inspirou e principalmente
encheu o peito de orgulho de ser gaúcho! Deixo meus sentimentos a família
Fagundes e ao Tio Nico que seja recebido no plano espiritual com paz,
serenidade, muita luz e amor já que foi isso que ele plantou enquanto esteve
aqui conosco neste plano terrestre. E para quem não tiver entendido bulhufas
disso aqui ou achado uma estupidez postar algo do gênero nesse blog – que é meu
diga-se de passagem – eu pergunto: vocês conseguem imaginar a Bahia sem
Caetano, Gil, Bethânia? Imaginar o Rio de Janeiro sem Tom, Vinícius, Noel ou
Cartola? Pois é, talvez agora faça um pouco mais de sentido. Deixarei um vídeo
com o Canto Alegretense, a letra da música e uma imagem dessa criatura tão
especial que foi/é Tio Nico Fagundes.
✰04/11/1934✞24/06/2015
CANTO ALEGRETENSE
(Letra de Antônio “Nico” Augusto Fagundes e música de Euclides “Bragre”
Fagundes)
Não me perguntes onde fica o Alegrete
Segue o rumo do teu próprio coração
Cruzarás pela estrada algum ginete
E ouvirás toque de gaita e de violão.
Pra quem chega de Rosário ao fim da tarde
ou quem vem de Uruguaiana de manhã,
tem o sol como uma brasa que ainda arde
Mergulhado no rio Ibirapuitã.
Estribilho:
Ouve o canto gauchesco e brasileiro,
Desta terra que eu amei desde guri;
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro,
Pedra moura das quebradas do Inhanduí.
E na hora derradeira que eu mereça,
Ver o sol alegretense entardecer,
Como os potros vou virar minha cabeça,
Para os pagos no momento de morrer.
E nos
olhos vou levar o encantamento,
desta terra que eu amei com devoção.
Cada verso que eu componho é o pagamento,
De uma dívida de amor e gratidão.